Perfil da Região

O Sul Fluminense

A Região Sul Fluminense é formada por 17 municípios, que em 2015 concentravam 1,2 milhão de habitantes, o equivalente a 7,1% da população estadual. Em 2013, o PIB da região atingiu R$ 47,4 bilhões, respondendo por 7,6% do PIB estadual. Já o PIB industrial foi de R$ 15,3 bilhões (9,4% do PIB Industrial fluminense).

Com relação ao desenvolvimento socioeconômico, segundo o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2015, a região possui três municípios entre os dez maiores IFDMs fluminenses e os 500 melhores do Brasil. No que tange à responsabilidade administrativa, o Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF) 2015 mostrou que Quatis e Barra do Piraí têm boa gestão e estão entre os 500 melhores índices do país. Angra dos Reis tem a pior situação, com gestão crítica,5 e os demais municípios apresentam gestão fiscal em dificuldade.

A importância da indústria A indústria respondeu por 32,4% do PIB da região, com destaque para as cadeias automotiva, siderúrgica, naval e de alimentos e bebidas. Para a próxima década, a expectativa é de fortalecimento da cadeia automotiva, com a chegada de novos fornecedores e expansão dos atualmente instalados. A região também será beneficiada pela expansão do complexo portuário de Itaguaí, contribuindo para o fortalecimento das cadeias metalomecânica, logística e naval.

O Mapa

O Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro 2016-2025 é um instrumento de planejamento e gestão desenvolvido pelo Sistema FIRJAN. Para cada desafio identificado foi elaborado um diagnóstico, formuladas propostas específicas e mapeadas as ações necessárias para viabilizá-las.

Todas as propostas do Mapa do Desenvolvimento surgiram de um amplo processo de escuta que mobilizou sindicatos e empresários de todo o estado. Por meio de pesquisa e reuniões, mais de 1.000 empresários definiram as questões mais relevantes à competividade da indústria e de sua cadeia produtiva.

As reuniões presenciais ocorreram nos Conselhos Temáticos e Conselhos Regionais do Sistema FIRJAN. Nos primeiros, os empresários definiram e detalharam as ações em cada um dos cinco temas a serem trabalhados. Já nos Conselhos Regionais, um grupo ampliado de empresários debateu e definiu as dez agendas regionais, que trazem as necessidades locais e permitem que o desenvolvimento aconteça de forma equilibrada em todas as regiões do estado.

Ao todo, são 46 propostas e 158 ações distribuídas nos cinco temas: Sistema Tributário, Mercado de Trabalho, Infraestrutura, Gestão e Políticas Públicas e Gestão Empresarial. Algumas dessas propostas serão executadas diretamente pelo Sistema FIRJAN e servirão como um orientador da oferta de serviços da FIRJAN, CIRJ, SESI, SENAI e IEL, com parceiros e instituições de referência, quando necessário.

Outras propostas dependem da atuação do poder público e, nestes casos, o Sistema FIRJAN atuará na elaboração de projetos, posicionamentos, desenvolvendo estudos e indicadores que possam conferir maior visibilidade às questões colocadas. Articulará de forma decisiva para que as propostas sejam efetivamente implantadas. O objetivo é nortear a tomada de decisão do poder público para que esteja alinhada com as necessidades da indústria.

Cada passo da atuação do Sistema FIRJAN e o andamento das propostas serão acompanhados sistematicamente. Internamente, o Mapa do Desenvolvimento será desdobrado na agenda de trabalho dos Conselhos Temáticos, de Representações Regionais e áreas técnicas do Sistema FIRJAN.

No entanto, poderão surgir novos desafios e mudanças de prioridades. Por esta razão, será realizada uma revisão anual das propostas, a partir da apuração dos avanços conquistados e tendo como base análises técnicas sobre o ambiente de negócios do estado do Rio e do país, permitindo que novos itens possam ser incluídos e outros possam ser reformulados ou mesmo eliminados, caso sejam considerados superados ou inoportunos diante de um novo cenário.

Essa evolução você vai poder acompanhar pelo site do Sistema FIRJAN. É a garantia de que o Mapa do Desenvolvimento seja, pelos próximos dez anos, a bússola que apontará o caminho para a mobilização e atuação empresarial, mantendo o foco no longo prazo, mas permitindo que as adaptações necessárias sejam feitas diante de mudanças no contexto econômico, social e político.

Será, portanto, um instrumento vivo e que ajudará a construir um Rio de Janeiro mais forte, com empresas mais competitivas e com o melhor ambiente de negócios do Brasil.